sexta-feira, 21 de julho de 2017

A vida que se interrompe forçadamente: o suicídio


A vida que se interrompe forçadamente: o suicídio

 
 
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Recentemente fiquei a pensar sobre a vida que se interrompe, em específico haja vista casos de suicídio. Sabemos que a mídia evita tratar do tema, e que se entende falar disso ser perigoso a estimular mais ainda o suicídio. Por outro lado, andei lendo a obra de sociólogo Émile Durkheim, e justamente vi que ele provou não ser a imitação um fator a alterar consideravelmente o ato suicida.
 
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Outro mito que as pessoas tratam, é de se achar que o suicida não tem religião. Nessa obra do sociólogo, se mostra uma alta taxa de suicídio entre religiosos, no caso entre protestantes, que chega na pesquisa dele ser em dobro a de católicos. Não se trata de qual religião, mas o problema é o mesmo de alguns presídios, onde não se encontram ateus. E também se fala da solidão, mas na pesquisa desse autor se coloca os homens casados em primeiro lugar. E também pessoas mais velhas.
 
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Fato é que a vida é sobremaneira importante, e em posição tem a epidemia de depressão, que parece ser atualmente um motor que move para se pensar no fim da vida. Por outro lado, uma visão mística, e mesmo espiritualista, senão parapsicológica, desaconselha se dar fim a vida, porque mesmo as coisas continuam, a vida continua. Grandes sábios acreditavam na reencarnação, e nisso lembrou nosso filósofo local Fídias Teles. Deste modo, sabe-se por essas doutrinas que a vida não acaba, e que seria um erro tentar o suicídio, mas que o amor, uma vida mais saudável e mesmo buscar ajuda antes de se tomar essa decisão, é fundamental. O suicida ficaria em estado pior do que se encontra em vida.
 
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Logo, pensar na família, nos amigos e procurar ajuda psicológica, e mesmo espiritual, é um caminho para quem pensa no fim da vida. Mas informar é importante, uma vez que doutro modo as coisas se ampliam sem que possamos fazer algo contra. Fato semelhante se deu com o jogo da baleia azul, que foi até motivo de informação, mesmo estando ligado a certos suicídios. Enfim, a vida é o maior bem que temos, independente de seu estado.

segunda-feira, 6 de março de 2017

INCERTEZA E ESPERANÇA


Incerteza e esperança




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Desde a noite dos tempos, os povos guardaram na mitologia algum relato de acontecimentos trágicos e um destino inevitável. Deuses, monstros, heróis e tudo mais envolvia essa forma de ver o mundo. A filosofia fez o trabalho de superar isso, racionalizando fenômenos naturais, pensando na origem do homem, na sua essência, elaborando a metafísica e procurando dar um sentido universal a vida. Filosofar é também refletir sobre a morte. Mas até o amor entrou no tema da filosofia, como no na obra Banquete de Platão. Mas isso tudo leva a pensarmos como vamos superar a incerteza atual e termos esperança em tempos melhores.
 
 
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Um filósofo chamado Friedrich Nietzsche, alemão, mas que se dizia polaco, achava que devemos ter um amor ao destino, um amor fati, e que todas as coisas retornam a ser as mesmas várias vezes. Isso se assemelha a doutrina grega de eterno retorno. Um tempo cíclico. Ele vivia doente, mas mesmo assim construiu uma grande obra para o pensamento ocidental. Pensando bem, nossos antepassados passaram uma dureza em nossa cidade, derrubando árvores, construindo casas, fazendo roça, construindo essa igreja maravilhosa que é nosso cartão postal, Católica. Havia incerteza, e muita dificuldade, mas pelo trabalho eles construíram a esperança. Mais do que esperavam, eles trabalhavam. Lembra uma lição de monges cristãos: “Ora e trabalha”.

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Por outro lado, atualmente alguns pensam em ganhar dinheiro sem trabalhar. Nisso se diferencia a ética norteamericana, protestante, onde o cristão se vê merecedor da prosperidade, como uma bênção divina. Isso foi ensinado pelo filósofo Max Weber, em sua obra sobre ética. Mas temos o ora et labora dos monges cristãos, igualmente. Logo, a desculpa para não trabalhar fica sem razão. Mas voltando aos antigos, eles com seus bailes, choperias, schnaps e carroças, viviam muito bem, mas porque tinham fé e integridade. Pouco remédio no passado, pouca tecnologia, muita criatividade. Uma fórmula natural de saúde: equilíbrio. A lei natural de certa forma era respeitada e a honestidade era interiormente guardada, e praticada. E trabalhavam muito.
 
 
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Onde quero chegar? Na questão que se há desempregados, não deve perdurar essa situação em nossa terra, que é a “cidade da música e do folclore”, e que posso ampliar a frase: “e do trabalho”. Trabalhamos no fim de semana, trabalhamos em casa, trabalhamos nas férias. Sabendo administrar a informalidade, é certo que as pessoas daqui irão prosperar. E a indústria deve voltar a crescer, mas tem de aprender com os antigos, e decifrar a história para não cometer os mesmos erros. Assim estar no amor ao destino, amor fati, que mistura o alemão com o polonês, o italiano, o ucraniano, o haitiano e muitos povos. Temos em São Bento do Sul qualidades que marcarão o mundo em exemplo de trabalho, que será reconhecido como um abnegado destino. E a incerteza se transforma em esperança, para quem trabalha e é reconhecido.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

A linguagem corporal no trabalho e fisiognomia


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Estive na última terça a palestrar sobre a linguagem corporal no trabalho, lá em CEJA de Rio Negrinho, a convite da professora Patrícia Hacke, e falei do tema de entrevista de emprego, da organização no trabalho, de linguagem facial, comportamento, da importância do autoconhecimento e outros tema. Talvez eu falei de coisas não tão esperadas, mas há muito na Internet sobre o tema, porém de forma superficial e sem o esoterismo e mistério que sempre gosto de tratar. De todo o modo ensinei algo que pode agregar a vida dos estudantes que lá estavam. Também tratei de questões de ENEM e fiz uma dinâmica de possível entrevista de emprego. Mostrei assim meu livro Fisionomia Oculta, publicado pela Editora Agbook.
 

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Para começar falamos das roupas. Nesse quesito me baseei em um autor que era do FBI, e escreveu sua obra. Nesse sentido, o terno é ainda o melhor a se escolher, e uma roupa social. Mostrar o menos possível do corpo, e não ficar extravagante. Alertei as mulheres que o máximo seria um anel, e que não se devia usar sandálias ou algo que levasse a pensar que a pessoa está de férias. Ademais, um sorriso sempre é porta aberta. Então sugeri que se mantivesse de bom humor e que se procurasse ser prestativo. Também sobre o aperto de mãos, mostrei qual o correto, e o segredo foi o equilíbrio, uma vez que o aperto muito forte mostraria prepotência. Também o aperto muito mole mostraria certo desinteresse. Lembro também que o perfume deve ser o mínimo, pois as pessoas não admiram o cheiro. E olhar nos olhos, não para outras partes do corpo, o que seria constrangedor.
 
 
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Noutro momento falei da empresa ou comércio. Das oito palavras mágicas ao se atender uma pessoa. Assim seria: “Bom dia senhor (a), em que posso lhe ajudar?”. Sempre que se fala outra coisa, se está cometendo erros. Como em se falar “olá”, ou pior ainda, se falar: “estou esperando”, ou mesmo não falar nada. O comércio já não atende com tanta qualidade, e assim não é novidade o descaso com o consumidor. Também ao estudar disciplina de negócios se observa que o interesse é por se conquistar o consumidor para mais compras, não apenas para aquela única. Isso envolve também linguagem corporal e se observar o padrão da pessoa, sua tipologia. Assim se mostra o produto certo para a pessoa certa. Quantas vezes me mostraram coisas que nada têm a ver com meu perfil. Isso revela desconhecimento e pouco preparo de comerciantes.


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Por fim o momento máximo da apresentação foi o da fisiognomia ou leitura de traços do rosto, que poderia ser sinônimo de caracterologia, visage, morfopsicologia e estaria relacionado ainda a programação neurolinguística. Mostrei formatos de nariz, sobrancelha, orelha, e dei a cada pessoa uma folha com desenhos de alguns perfis. Mostrei o olhar, e mesmo alguns sinais de mentira. Apesar do tempo reduzido, consegui mostrar muitos detalhes e mesmo ainda características de grafologia, tipos de letras e assuntos relacionados a personalidade. O fator chave era mostrar o autoconhecimento e o poder para se desenvolver poderes e qualidades, que todos têm. Mostrei por exemplo o tipo de rosto quadrado, que é ótimo a atividade militar, e outros com suas qualidades. A vocação está posta naturalmente. Leitura de corpo é ao mesmo tempo leitura de pensamento.


segunda-feira, 11 de abril de 2016

Trabalho, felicidade e gratidão


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Hoje estive a pensar sobre o trabalho, após observar um livro de Alain de Botton, filósofo suíço da atualidade, chamado “Os prazeres e desprazeres do trabalho”. O trabalho nos sustenta, nos ocupa, nos dá prazer. Muitas pessoas falam sobre o trabalho como um meio sofredor, mas vejo que cada vez mais o que antes era tripalium, um instrumento de tortura, ou escravidão, está cada vez mais presente em nossas vidas. Essa práxis, ou uma prática de transformação da natureza pelo trabalho, nos faz crescer e evoluir. Muito além da utilidade, é mesmo um meio de se obter felicidade. Passamos a maior parte do tempo entre o sono e o trabalho. Hoje nos dedicamos também ao estudo, que não deixa de ser também um trabalho intelectual. Se engana quem acha que estudar é ócio, ou é pouco rentável. Tudo que aprendemos resulta em alguma vantagem, seja direta, seja indireta. Isso pode se referir até a coisas como autoajuda, esoterismo, sabedoria antiga. Tudo colabora a um progresso. Mas o importante é a gratidão. Quantas pessoas trabalharam para agora eu escrever aqui, nesse computador? Muitas, desde as que montaram as placas, as que desenvolveram programas, as que fizeram embalagens, as que montaram máquinas, que fizeram o teclado e tantas outras. Não importa a função ou cargo, todas as pessoas são igualmente importantes. Formam uma teia, um Todo de inter-relação. Assim as coisas são holísticas, e o trabalho ganha cada vez mais uma importância, não mais sendo fixo, e nem preso a um lugar. Cada vez mais trabalhamos em computadores, e assim deixamos de ter de ficar em um parque fabril. A fábrica se torna cada vez menos o locus para o nosso trabalho. Também o comércio ganha cada vez mais com o meio eletrônico. E o café, a alimentação, por tudo devemos ser gratos a centenas de pessoas que trabalham para que vivemos com mais prazer e felicidade.


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Fuga do Mundo


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Por outro lado, nem o trabalho, nem o estudo deve ser uma fuga do mundo. Antes se usava disso através do poder religioso, para se justificar alguns fracassos. Uma fuga mundi. A isso dedicou Luiz Felipe Pondé em seu livro “A Era do Ressentimento”. Isso se refere principalmente a filosofia dos estoicos, que defendiam essa imperturbabilidade. Penso que não devemos fugir do mundo, mas aperfeiçoá-lo de acordo com nossa potencialidade. Mas temos essa potencialidade? Claro que temos. Cada um de nós tem talentos e poderes que nem imagina. Nossa força espiritual, nossos guias, nosso anjo da guarda, Cristo interno. Assim não se está destinado ao fracasso. Podemos enriquecer sem culpa, podemos ser famosos, e assim por diante. Há um preconceito com quem se desenvolve e tem prosperidade. Os poderosos, sejam governantes ou sacerdotes, querem que nos arrependamos, que sejamos serviçais. Isso se direciona principalmente para o consumo e para certos vícios. Hoje as redes sociais, chocolate, estudos, e muitas coisas estão sendo vícios para se fugir do mundo. Mesmo o trabalho. Trabalho em excesso é uma fuga. Pensaria Freud que tudo isso é uma sublimação da libido. Quem tem as coisas bem resolvidas não precisa fugir. Não precisa se alienar. E o mundo tem muita felicidade e prazer ao seu dispor. Uma vida retirada também é uma escolha, mas meio incompatível com nossa vida urbana, pós-moderna e que exige socialização. Na vida tudo são escolhas. Apenas a ilusão faz com que as pessoas se aprisionem em compulsões e visões religiosas limitadoras. Libertar é possível, e o mundo tem a sua divindade. Fugir do mundo não é necessário, mas sim usar da Vontade para manipular o mundo, formando algo belo e positivo. As pessoas nem imaginam o paraíso que está a seu dispor, aqui e agora. Somente o autoengano acaba por limitar tanto, por exigir uma fuga do mundo, uma redução da vontade de viver.